10 jogos que revolucionaram suas franquias

Muitas das grandes franquias de videogames mantém, por algum tempo, o mesmo estilo de seus jogos iniciais, permanecendo com a fórmula que deu certo. Contudo, chega um momento em que as desenvolvedoras percebem ser importante levar inovações que sigam novas gerações de consoles e jogadores.

Algumas séries acabam perdendo força ao inovar, mas outras acertam em suas decisões, casos, por exemplo, de Resident Evil 4, The Witcher 3: Wild Hunt e The Elder Scrolls V: Skyrim, tornando-se referência para jogos concorrentes.

A franquia “Zelda” é uma das mais renomadas da Nintendo. Passando por sucessos das eras 8 e 16 bits, a série chegou ao jogo que pode ser considerado como um dos melhores da história, The Legend of Zelda: Ocarina of Time, que conta com nota 99 no Metacritic — portal que reúne opiniões da crítica especializada e do público.

Muitos outros títulos da franquia também adquiriram enorme sucesso em seus lançamentos, como The Legend of Zelda: The Wind Waker (2003) e The Legend of Zelda: Twilight Princess (2006), mas foi The Legend of Zelda: Breath of the Wild (2017) que causou impacto a ponto de influenciar outros jogos da indústria.

Lançado para Nintendo Wii U e Nintendo Switch, Breath of the Wild foi colocado como um dos melhores jogos de todos os tempos graças a pontos como gameplay, direção de arte e, principalmente, seu mundo aberto. Isso porque, embora inspirado em franquias como Grand Theft Auto, Assassin’s Creed e Far Cry, o universo de Breath of the Wild trouxe mais liberdade aos jogadores, possibilitando a exploração de cada canto do mapa e garantindo uma natureza não-linear para a gameplay.

Resident Evil foi uma das franquias de maior relevância na década de 90, em especial entre os detentores do primeiro console da Sony. O gênero de survival horror, a câmera fixa, o temor de ficar sem recursos e toda a tensão de um apocalipse zumbi tornaram os jogos uma compra quase obrigatória para qualquer jogador. Eventualmente, a fórmula usada poderia não ser o bastante para bater de frente com futuros games do gênero, por isso, a Capcom optou por arriscar e colocar a franquia em um caminho diferente com Resident Evil 4.

A primeira mudança era nítida: a substituição da câmera fixa pela câmera em terceira pessoa, chamada over the shoulder. Esse estilo de perspectiva, somada à precisão ao realizar os disparos com armas, revolucionou o formato de jogos de tiro, fazendo RE4 servir como base para futuros títulos do gênero. Junto desta característica, há a perfeita mescla entre ação, terror e sobrevivência, o que atesta a nota 96 no Metacritic e confirma o game como um dos melhores de todos os tempos. Vale lembrar que um remake de Resident Evil 4 será dia 24 de março de 2023.

Esse é um dos poucos casos em que uma sequência conseguiu ser superior ao título anterior em todos os quesitos. Isso porque a gameplay, gráficos e level design fizeram o game se destacar e garantir diversos prêmios no seu ano de lançamento, em 2009. No entanto, nada foi mais impactante em Uncharted 2: Among Thieves do que a narrativa.

Além da excelente história e personagens muito bem desenvolvidos, jogadores são cativados pela forma como tudo é contado, com atuações em captura de movimento. Até então, nenhum outro jogo tinha apresentado tamanha qualidade cinemática e imersiva. Assim, não à toa, o game da Naughty Dog conquistou nota 96 no Metacritic e se consagrou como um dos melhores da indústria.

4. Metal Gear Solid 2: Sons of Liberty

A aclamada franquia Metal Gear deu seus primeiros passos ainda na era 8 bits, com o NES (Nintendo Entertainment System) e o computador MSX2. Porém, foi a partir do PlayStation, com o lançamento de Metal Gear Solid (1998), que o título passou a ter mais relevância entre fãs de games. A obra do consagrado diretor e roteirista Hideo Kojima recebeu inúmeros elogios da crítica especializada, que destacou, em especial, suas inovações como jogo de ação com foco na espionagem. O sucesso rendeu a sequência Metal Gear Solid 2: Sons of Liberty (2001), que chegou para PlayStation 2 (PS2).

Apesar da controvérsia com o protagonista, Metal Gear Solid 2: Sons of Liberty representou uma revolução tecnológica para o console da Sony. Tanto que os trailers do jogo divulgados nas E3 de 2000 e 2001 deixavam dúvidas se a produção realmente rodaria no videogame, mas o resultados serviram para mostrar o quão poderosa era a máquina e o salto dado em relação ao antecessor. Além dos gráficos e da atenção aos mínimos detalhes, o título se superou com sua gameplay, garantindo nota 96 no Metacritic.

Desenvolvida pela Bioware, a franquia de RPG teve seu primeiro jogo lançado em 2007. O game, ambientado no espaço em um futuro distante, foi muito elogiado por sua narrativa, rendendo um ótimo fator replay e personagens carismáticos. Embora seu sistema de combate e a movimentação com os veículos tenham recebido críticas, isso não impediu Mass Effect de ser indicado e vencer prêmios em 2007, tornando-se um dos melhores RPGs do ano em questão. Mesmo com todo esse sucesso, a sequência chegou com um bom número de diferenças.

Mass Effect 2 foi lançado em 2010 para PC, PlayStation 3 (PS3) e Xbox 360. Enquanto o primeiro game possuía foco na história e no RPG, o segundo procurou dividir a atenção com mais elementos de ação e combate. Alguns recursos do original, como habilidades fora do cambo de batalha, foram removidos para dar lugar a minigames e novas habilidades, que expandiram a ideia de criar estilos de jogo para os usuários. Essas alterações agradaram os fãs e fizeram Mass Effect 2 servir como base para Mass Effect 3 e demais jogos da franquia.

Tekken surgiu em 1994, quando foi lançado para Arcade. O título se diferenciou pela gameplay e por adicionar personagens que se tornariam muito queridos pelos fãs, coisa que se repetiu na sequência de 1995. Então, dois anos depois, Tekken 3 foi disponibilizado e, assim com os dois primeiros, foi portado para Arcade e PlayStation.

O terceiro game apresentou uma grande evolução como jogo de luta em 3D, levando controles muito mais responsivos, combos mais criativos e mais uma leva de personagens carismáticos. Contudo, a característica que fez Tekken 3 revolucionar a franquia foi a introdução do sidestep, mecânica que possibilita sair e voltar do plano de fundo, pressionando para cima ou para baixo. Com ela, há uma ênfase maior ao cenário tridimensional e os jogadores podem desviar de ataques e criar novas estratégias.

Vale lembrar que essa mecânica até existia em Tekken 2, mas era limitada somente ao personagem Kazuya, com sua habilidade chamada de “Mist Step”. Então, no 3, essa habilidade se tornou universal e foi levada para todos os jogos futuros da franquia.

A franquia de jogos de RPG de ação da CD Projekt é baseada na série de livros de mesmo nome, do escritor polonês Andrzej Sapkowski. A desenvolvedora conseguiu realizar um ótimo trabalho em The Witcher (2007) e The Witcher 2: Assassins of Kings (2011), já que ambos foram aclamados por suas histórias e gráficos, além de estarem entre os melhores de seus respectivos anos de lançamento. Contudo, foi com The Witcher 3: Wild Hunt (2015), disponível inicialmente para PC, PlayStation 4 (PS4) e Xbox One, que a experiência oferecida pela franquia foi consolidada.

Enquanto os dois primeiros jogos eram mais lineares, o terceiro levou o mundo aberto a outro nível, destacando-se por sua variedade de locais para visitar e paisagens a observar. Sua narrativa envolvente, sidequests e novas mecânicas de combate e mobilidade são outros pontos muito elogiados. A importância do título foi tanta que, na época, ele serviu como forte argumento contra comentários que afirmavam que jogos single-player estavam em queda. Não à toa, o game possui nota 94 no Metacritic.

A franquia God of War, da Santa Monica Studio, se iniciou em 2005 com seu primeiro jogo para Playstation 2. Tratava-se de um título que não se importava com a quantidade de violência inserida e que chamava a atenção pela ação desenfreada e um protagonista, Kratos, nada parecido com os heróis mais comuns no mundo dos games. O estilo hack’n slash de ritmo acelerado estava em alta na época e sustentou a franquia por diversas sequências.

Porém, com o lançamento de God of War: Ascension (2013) para PlayStation 3 (PS3), a receita do sucesso começou a saturar. Embora o jogo tenha sido bem recebido, os fãs chegaram a pensar que a Santa Monica Studio já não tinha mais ideias para as aventuras de Kratos.

Três anos depois, os fãs foram presenteados com as primeiras informações de God of War (2018), exclusivo para PlayStation 4 (PS4). Entre elas, chamaram a atenção a mudança drástica no enredo, saindo da mitologia grega e partido para a mitologia nórdica, a alteração na gameplay, trocando a câmera em terceira pessoa convencional para uma câmera over the shoulder , e combates mais estratégicos. A reinvenção deu certo e o título venceu o prêmio de jogo do ano, contando com nota 94 no Metacritic.

9. The Elder Scrolls V: Skyrim

A franquia de RPG em mundo aberto é outro clássico dos videogames. Iniciada em 1994 pela Bethesda, a série começou com o jogo Arena e teve sua sequência, Daggerfall, lançada em 1996. Porém, The Elder Scrolls só viria a ganhar notoriedade em 2002, com o lançamento de The Elder Scrolls III: Morrowind, título que apresentou jogadores ao mundo de Tamriel. The Elder Scrolls IV: Oblivion, de 2006, também foi capaz criar uma excelente experiência e, assim como seu antecessor, ganhou diversos prêmios como melhor jogo do ano.

Assim, chegamos a The Elder Scrolls V: Skyrim, de 2011, lançado originalmente para PC, PlayStation 3 (PS3) e Xbox 360. Era difícil revolucionar uma franquia tão consolidada, mas Skyrim conseguiu. Entre tantos acertos, um dos mais elogiados é a sensação de exploração ilimitada que o jogo concede ao jogador.

O criativo sistema de quests, a diversidade no design de dungeons e a maior liberdade para construir o estilo de combate do personagem são outros pontos que fizeram de Skyrim revolucionar o gênero RPG e ser usado como inspiração para outros jogos, como o próprio The Witcher 3: Wild Hunt.

Hitman se iniciou em 2000 e, após o lançamento de cinco títulos, ganhou reboot em 2016. A trilogia intitulada “World of Assassination” trouxe de volta a clássica gameplay que marcou a série, mas adaptada à era moderna dos videogames. Hitman (2016) e Hitman 2 (2018), contam com a mesma fórmula de stealth, perspectiva em terceira pessoa e mundo semi-aberto. Importante ressaltar também a maior preocupação com os detalhes em cada missão e em levar uma atmosfera que lembrasse um filme de agente secreto.

Os dois primeiros jogos da trilogia World of Assassination receberam críticas positivas, assim como Hitman 3, lançado em 2021 para Playstation 4 (PS4), Playstation 5 (PS5), Xbox One, Xbox Series X, Xbox Series S e Nintendo Switch. Embora tenha sido lançado somente três anos após o segundo jogo, Hitman 3 teve um grande salto de qualidade gráfica devido à nova engine, que garantiu detalhes muito mais realistas ao Agent 47 e aos cenários. Contudo, o ponto forte do jogo foi seu foco na imersão para fazer o jogador aproveitar de verdade a atmosfera e a história.

Com informações de Metacritic, CBR (1 e 2), Gamerant (1 e 2), G2A, Inverse, Eurogamer, Destructoid e IGN.

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