As 10 piores séries de 2022, segundo a crítica

Em 2022, o streaming foi marcado por grandes lançamentos de séries, como Sandman, A Casa do Dragão, Wandinha e a quarta temporada de Stranger Things. Todas se tornaram fenômenos de audiência, alcançando novos recordes de visualizações em suas respectivas plataformas. Por outro lado, algumas produções desapontaram os espectadores, com repercussões negativas e avaliações pouco proveitosas pela crítica nos principais agregadores da Internet.

Por isso, relembramos as 10 séries com pior desempenho de audiência e avaliação. Para elaborar a lista, foram considerados títulos em comum citados por diferentes sites especializados no setor audiovisual, que tradicionalmente elencam os melhores e piores do ano. Além disso, também foram observadas as notas recebidas por cada item no IMDb, Rotten Tomatoes e Metacritic para compor o levantamento. Confira, a seguir, o enredo, elenco e as avaliações atribuídas pelos usuários aos piores shows do ano.

A série de drama e romance adolescente conta a história do relacionamento entre uma caçadora de vampiros, Juliette Fairmont (Sarah Catherine Hook, de Inovação do Mal 3) e uma vampira, Calliope Burs (Irmani Lewis, de Premature). Juntas, ambas estão dispostas a experimentar a morte pela primeira vez. A produção da Netflix adapta o conto escrito por V.E Schwab, publicado na coletânea de histórias vampíricas “Tales With Fresh Bite”.

Os usuários do IMDb atribuíram à Primeira Morte a nota 6,5, com três estrelas exibidas no portal. No Rotten Tomatoes, 61% do público aprovou a experiência do amor proibido entre Juliette e Calliope. Quanto ao Metacritic, o programa marcou o score 4.5 na média de avaliação de oito críticos e a média de 7.7 pontos na perspectiva dos espectadores. A crítica considerou que a série da Netflix tem um roteiro desajeitado e difícil de continuar assistindo, além de se tratar de uma narrativa repetitiva e inferior a outras similares.

A Mulher do Viajante No Tempo

Baseado no livro de mesmo nome escrito por Audrey Niffenegger, a série da HBO Max dividiu opiniões por parte do público e da crítica. A adaptação de Steven Moffat segue o romance de Clare (Rose Leslie, de Game of Thrones) e Henry (Theo James, de Divergente), um casal cujo principal obstáculo na relação são as viagens no tempo. A série foi cancelada em sua primeira temporada pela empresa, com seis episódios no catálogo.

O título recebeu a nota 7,7 no IMDb, atingindo quatro estrelas no agregador, e fez o score 8.8 na avaliação dos usuários do Metacritic. Já no Rotten Tomatoes, A Mulher Do Viajante Do Tempo agradou a 37% do público, além de marcar o score 45/100, considerando a média de 26 críticas publicadas pela imprensa. A repercussão negativa da série se deu pelo incômodo gerado por conta da relação dos protagonistas, considerada abusiva e problemática pelos espectadores e pelos críticos. Além disso, alguns efeitos práticos geraram desconforto e não convenceram aos espectadores, devido à baixa qualidade.

A comédia ácida escrita e estrelada pela comediante Catherine Tate (de The Catherine Tate Show) apresenta a história de Laura Willis, uma organizadora de eventos que passa a trabalhar como administradora de uma penitenciária para mulheres. A idealista passa a reunir esforços para tornar o ambiente agradável e produtivo para todas, se dedicando para reabilitar as detentas. Em sua jornada, ela descobre o melhor e o pior da vida atrás das grades.

No Xadrez (Hard Cell, no original), agradou parte do público no IMDb, alcançando a nota 6,4 (três estrelas). No entanto, os espectadores do Rotten Tomatoes não foram tão generosos em suas avaliações: o programa conquistou 20% de aprovação no portal. De forma similar, a comédia da Netflix marcou o score 38/100 no Metacritic, na análise dos críticos. Na avaliação do público, por sua vez, a série ficou com a média 5.1 no agregador. A crítica considerou o mockumentary (gênero de documentário falso) amador e ultrapassado.

A adaptação do best-seller de Jack Carr conta, em oito episódios, a história de um militar vingativo que investiga forças ocultas responsáveis pelo assassinato de todo seu pelotão. Sem quaisquer amarras do comando militar, ele aplica todos os conhecimentos adquiridos ao longo de 20 anos de serviço na caça aos culpados pelas mortes. A série da Amazon Prime Video foi dirigida por Antoine Fuqua (Sete Homens e Um Destino) e estrelada por Chris Pratt (Guardiões da Galáxia e Jurassic World).

O título também recebeu avaliações mistas, com considerações divididas por parte da crítica e do público. Os usuários do IMDB atribuíram ao programa a nota 7,9, com quatro estrelas alcançadas pela série. Já no Rotten Tomatoes e Metacritic, A Lista Terminal recebeu 39% de aprovação da crítica e score 40 por parte dos críticos, respectivamente. As resenhas, de forma geral, consideraram que a produção estrelada por Pratt se leva a sério demais, além de ser monótona e superficial.

A advogada nova-iorquina Liv (Melissa Barrera, de Pânico 5) sobrevive a um acidente de avião que causa sua queda em meio à selva canadense. Para continuar viva, ela terá de aprender a lidar com seus instintos e com a natureza, bem como um passado que ainda a assombra. Keep Breathing!, no original, foi criado por Martin Gero e Brendan Gail, que trabalharam juntos no sitcom de 2020, “Connecting”.

A série de drama e suspense da Netflix recebeu a nota 5,3 do público no IMDb. No Rotten Tomatoes, por sua vez, 53% dos usuários aprovaram a produção. Já no Metacritic, Respire! marcou o score 45/100, com base na média de notas de sete críticos da imprensa internacional. Quanto à pontuação da audiência, o título atingiu a média 3,3. A crítica considera que enquanto produções similares foram inventivas ao trabalhar com elementos comuns ao gênero, Respire! é previsível, monótono e inverossímil.

A comédia criada por Vanessa Ramos apresenta o cotidiano de um gerente e dos funcionários da última unidade da Blockbuster, a famosa rede de locadoras dos anos 80 a 2010. Com a chegada dos serviços de streaming, o responsável pelo estabelecimento reúne esforços para manter a loja de portas abertas e coloca seus colaboradores em situações inusitadas, para superar a concorrência e manter um ambiente de trabalho feliz. A série é estrelada por Randall Park (de Meu Eterno Talvez), Melissa Fumero (de Brooklyn Nine-Nine) e Olga Merediz (de Em Um Bairro de Nova York).

A Netflix não renovou o programa para uma segunda temporada e o encerrou com dez episódios. Blockbuster foi avaliado com a nota 5,1 no IMDb e alcançou 22% de aprovação no Rotten Tomatoes. No agregador Metacritic, o desempenho do título também não foi muito proveitoso, com o score de 45/100, na análise dos críticos, e 4.7 na média da audiência. O portal TV Line considerou a comédia empresarial uma decepção em todos os sentidos, com pouca coordenação entre o elenco principal e o de apoio, e referências datadas à cultura pop e às celebridades.

Hazel Green (Cristin Milioti, de How I Met Your Mother) decide encerrar seu casamento de dez anos, presa em uma relação sufocante. A protagonista foge de sua casa após descobrir que seu marido pretende implantar um microchip em seu cérebro para monitorá-la e controlá-la. Escondida em sua cidade natal, na casa do pai, ela embarca em uma jornada conflituosa para retomar sua autonomia. Para isso, deve descobrir todas as funcionalidades do chip e evitar enviar informações que permitam seu rastreamento, por meio da extração de “dados emocionais”.

A série de ficção científica da HBO Max foi dirigida por Alethea Jones (de Uma Noite de Loucuras) e Stephanie Laing (de Irreplaceable You), e conta com Billy Magnussen, Ray Romano e Noma Dumezweni no elenco, ao lado de Milioti. A produção foi encerrada em sua segunda temporada na plataforma. O título conquistou popularidade entre parte dos espectadores no IMDb, com nota 6,9 e 3,5 estrelas.

Não diferentemente, no Rotten Tomatoes Made For Love agradou a 93% do público. As avaliações do Metacritic, por sua vez, foram em sua maioria favoráveis ao título, com score de 68/100 para a crítica e média de 6.6 para o público. Contudo, apesar da repercussão positiva da série, de modo geral, a segunda temporada não agradou tanto. A crítica considera que a nova leva trouxe episódios soltos e destoantes do tom de sua antecessora, além de um antagonista fraco e momentos de humor que não funcionaram.

O Idiota Favorito de Deus

Clark (Ben Falcone, de Tammy) é um sujeito simples e longe do extraordinário. Certo dia, ele é convocado por Deus para combater o mal e evitar que o apocalipse aconteça. Sem a menor ideia de como executar a difícil tarefa, o protagonista conta com a ajuda de seus amigos e de seu interesse romântico, Amily (Melissa McCarthy, de As Caça Fantasmas) para frustrar os planos de Satã para destruir a humanidade. Além de atuar no papel principal, Falcone tamém foi o criador da série de comédia na Netflix.

A produção tem uma temporada e oito episódios, até o momento sem previsão para uma sequência ou quaisquer posições da empresa quanto ao cancelamento. O Idiota Favorito de Deus foi recebido com a nota 5,7 no IMDb, exibindo três estrelas no site. No Rotten Tomatoes, 33% dos usuários aprovaram o título. Já no Metacritic, o programa fez o score 45/100 na avaliação da crítica e 4.5 na média do público. Apesar do carisma e da credibilidade do casal Falcone e McCarthy no gênero da comédia, o humor do programa não agradou, nem convenceu aos críticos, que o consideraram uma versão piorada de The Good Place.

Ingrid Yun (Arden Cho, de Teen Wolf) é uma advogada bem sucedida que almeja uma promoção como sócia em um renomado escritório. Contudo, mesmo com o novo cargo, ela deseja manter o equilíbrio entre sua vida amorosa, social e familiar e não se dispõe a abrir mão de seus princípios. A série de dez episódios foi criada por Georgia Lee (de Red Doors) e também conta com a atuação de Dominic Sherwood (de Shadowhunters), ao lado de Cho.

O programa da Netflix recebeu a nota 6,7 no IMDb e alcançou 3,5 estrelas no portal agregador. Já no Rotten Tomatoes, o drama jurídico atingiu 62% de aprovação dos espectadores. Considerando a média de notas atribuídas pelo Metacritic, Hierarquia atingiu o score 49/100. Apesar das expectativas para uma narrativa leve e divertida, a crítica considerou que a falta de química entre a personagem principal e os demais, bem como sua dificuldade em cativar os espectadores, tornaram a série esquecível.

O Ultimato: Ou Casa, ou Vaza

O reality show criado pela mesma equipe de Love is Blind (Casamento às Cegas, no Brasil), foi considerado o pior lançamento do ano pelo site Metacritic, com o score de 34/100. O programa da Netflix consiste em unir casais perto do matrimônio que ainda têm dúvidas sobre a decisão. Desta forma, os participantes podem (ou não) conversar e flertar uns com os outros e trocar de pretendentes. A série é apresentada por Nick e Vanessa Lachey. Nem mesmo o carisma da dupla foi capaz de poupar Ultimato: Ou Casa, ou Vaza das duras críticas da imprensa internacional.

A análise publicada pelo jornal The Guardian considerou que o show é terrível, e que, moralmente, não há nenhuma justificativa para deliberadamente colocar pessoas em situações como as apresentadas no programa. Segundo a crítica, “este é um reality show tão ruim que você vai rezar pela morte acelerada do calor do universo”. No IMDb, o programa alcançou a nota 5,4, aparecendo com 2,5 estrelas no portal. Já no Rotten Tomatoes, a série foi aprovada por 36% dos usuários. O conceito do reality e o excesso de exposição de seu elenco a situações vexatórias e constrangedoras fez com que se tornasse a pior série do ano, considerando as avaliações da imprensa e a nota no Metacritic.

Com informações de IMDb (1,2,3,4,5,6,7,8,9 e 10), Rotten Tomatoes (1,2,3,4,5,6,7,8,9 e 10), Metacritic (1,2,3,4,5,6,7,8,9,10 e 11), TV Line e GQ India.

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