Militares estão comprando milhares de comprimidos Viagra, por quê?

O país foi pego de surpresa com a notícia de que as Forças Armadas estariam em processo licitatório para compra de 35.320 comprimidos de Viagra (sildenafil). Em meio às muitas piadas de quinta série, o Exército explicou sua versão a respeito da licitação.

Os comprimidos seriam divididos entre as Forças da seguinte forma: 28.320 comprimidos para a Marinha; 5 mil para o Exército e 2 mil para a Aeronáutica; e oito processos licitatórios seguem em aberto em 2022.

O medicamento, à base de sildenafil, é usado tipicamente para tratar disfunção erétil, porém tem sido empregado em outro tratamento: o de hipertensão pulmonar, devido às propriedades vasodilatadoras do princípio ativo.

O Viagra foi criado originalmente para aumentar temporariamente o fluxo sanguíneo até o pênis quando há excitação sexual, mas foi descoberto posteriormente que ele também funciona relaxando os vasos sanguíneos no peito.

A estratégia de tratamento com a sildenafila é utilizada em bebês e crianças com problemas respiratórios e vem relatando sucesso há anos, segundo reportagem publicada pela ABC News.

O que o Exército diz sobre a compra de Viagra

O Exército Brasileiro divulgou nota informando que os processos de licitação e compra de medicamentos seguem os preceitos legais e demandas do Sistema de Saúde do Exército, que dá assistência médico-hospitalar a 700 mil militares e seus dependentes.

Apesar disso, a condição que justifica a compra do medicamento é rara e a literatura médica afirma que ela atinge apenas cerca de uma a cada 250 mil pessoas, predominantemente mulheres.

Segundo a instituição, o sildenafil é utilizado no Exército para o tratamento de hipertensão pulmonar em ambiente hospitalar.

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