Ofertas falsas dão prejuízo de R$ 32 milhões; iPhone é o item mais visado

Os celulares se tornaram a principal isca para golpes no comércio online e já representam 43% de todas as tentativas de fraude no fim de ano. No setor como um todo, o prejuízo pode chegar a R$ 32 milhões com a atividade criminosa. É o que mostra um levantamento produzido pela OLX e pela ClearSale com base nas negociações realizadas em plataformas de vendas e detectadas por sistemas de prevenção.

Neste cenário, o iPhone se destaca por ser o produto mais utilizado pelos farsantes na tentativa de enganar os compradores. Cerca de 70% de todas as maracutaias com celulares mencionam especificamente o aparelho da Apple, que hoje em dia está na linha 14.

“O celular é um produto com preço médio considerável, tem fácil revenda no mercado paralelo e praticamente não enfrenta problemas de transporte”, explica em nota Marcelo Queiroz, gerente de estratégia de mercado da ClearSale. Ele ainda pondera que seria muito mais difícil para o criminoso carregar uma geladeira, que é bem mais pesada e volumosa.

O executivo ainda faz o alerta: “o nicho dos celulares precisa de atenção máxima e muitos cuidados o tempo todo.” Oportunidades não faltam para levar gato por lebre.

Os videogames aparecem em segundo lugar no levantamento OLX/ClearSale. Eles respondem por 16% das negociações fraudulentas na web brasileira, com especial interesse pelo PlayStation, que é citado em 47% das ofertas enganosas. Já o Xbox aparece em 32% dos casos.

“É importante desconfiar de promoções muito fora da curva e preços muito abaixo do mercado”, recomenda Maristela Calazans, vice-presidente de produto da OLX.

Dentre as muitas artimanhas dos golpistas, chama atenção o golpe do falso pagamento, em que a vítima acredita que está pagando um boleto, mas depois descobre que ele não tem qualquer relação com a loja onde supostamente a compra foi realizada.

O estado de São Paulo reúne a maioria das tentativas de venda falsa, com 39% dos casos. Em seguida aparecem Rio de Janeiro (14%) e Minas Gerais (8%). O levantamento obtido com exclusividade também aponta os perfis mais visados pelos larápios: 76% são homens, e 72% das vítimas têm até 31 anos de idade.